O amor de Tomita

Não sei porque cargas d'agua acordei com Ciranda Cirandinha na cabeça. E enquanto lavava louça fiquei pensando na letra. Primeiro, rí sozinha, lembrando que quando era criança entendia "O amor de Tumitinha era pouco e se acabou", e morria de dó do Tumitinha. Mas daí cheguei a conclusão que essa musica nada mais é que a historia de uma vingança feminina a um amor não correspondido. Porque? Pensa só:
Ele já sabemos que se chamava Tomita (Tumitinha para os intimos) e, pelo nome, devia ser japones. Mas dela a gente não sabe nada, nem uma pista. Imagino ela chegando numa roda de amigos e falando assim pra geral: " Gente, acredita que o anel que o Tomita tinha me dado era de vidro? Quebrou! Tô passada. Se ele gostasse de mim não teria me dado um anel de vidro. Não preciso disso, vou dar um basta. Vou chamar ele aqui pra tirar satisfação e vocês façam o favor de ficarem aqui comigo". E os amigos amaram a ideia e ficaram lá pra ver o barraco. Quando Tumitinha chegou ela foi logo falando: "O anel que tu me deste era vidro e se quebrou, e o amor que tú me tinhas era pouco e se acabou. (pensa no climão!) Por isso, Tomita, entre dentro desta roda (a dos amigos dela. Acho que ela queria que dessem um couro nele.), Diga um verso beeeem bonito, diga Adeus e vá-se embora."
Eu acho que ela queria mesmo ouvir um  verso bonito dele. Algo que dissesse que o amor não era pouco nada, e que fizesse ela acreditar que não tinha sido tão idiota a ponto de amar um idiota. Mas o panaca do Tumitinha (sim, porque só um idiota teria pouco amor por uma garota com ideias tão legais) deve ter soltado algo tipo " Ah! lelek leklek". E todos da roda se entreolharam. E foi até bom. Porque assim ela pode morrer de vergonha alheia, pensar "Como pude gostar desse palhaço?", e perceber que o amor que ela sentia por Tomitinha também tinha se acabado.

Se ferrou, Tumitinha!

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