A tenebrosa vacina contra o Rotavirus






(credito da imagem: mdemulher.com)


Oie!

O primeiro post sobre maternidade não poderia ser sobre outro assunto senão este: As (possíveis) reações adversas à vacina contra o Rotavirus. Isto porque eu gostaria muito de ter sabido o que eu sei hoje sobre o assunto, porém nunca tinha ouvido falar nada a respeito.

Antes de qualquer coisa, deixa eu apesentar a "vilã" a vocês: 

"O rotavírus é o causador da gastroenterite (o que comumente chamamos de virose), tendo como sintomas febre, diarreia, vômitos e mal estar. É transmitido via oral-fecal, contato direto com pessoas infectadas ou qualquer objeto contaminado.  A vacina é administrada em duas doses, aos dois e quatro meses de idade, sendo que a da rede pública protege contra apenas um tipo do vírus, enquanto a da rede privada protege contra cinco tipos do agente transmissor."

Pois bem, vamos à nossa historia:
Levamos a Isabella a consulta de rotina aos dois meses e informamos a pediatra que ao sair dali iriamos leva-la para tomar as vacinas do referentes ao segundo mês. Perguntei sobre as reações e fui informada que poderia causar dor no local e febre. Só.
Enquanto meu marido a levou para a sala de vacinação fui esperar na rua (sim, tenho pânico de agulha, cheirinho de álcool e não tiro o esparadrapo com algodão que colam no braço porque tenho a impressão que com ele vai sair as tripas). Eu sabia que ela iria tomar três agulhadas e que estas tinham fama de deixar a criança bem chatinha e que as reações durariam cerca de dois dias. Quem dera tivesse sido só isso...
Quando meu marido finalmente veio com a Isabella aos prantos pro carro eu já estava a postos pra oferecer o peito pra ela, para conforta-la. Porém ele me disse que orientaram que eu não o fizesse, já que uma das vacinas tinha sido em gotas e não poderia correr o risco de ela vomitar. Perguntei se haviam feito mais alguma recomendação e ele: "disseram que se sair sangue nas fezes é pra correr pro hospital". Eu nunca tinha ouvido falar que alguém tivesse tido essa reação, então meio que ignorei e foquei na febre e dor local. Assim que começou a ficar quentinha dei umas gotinhas de paracetamol e tudo ficou bem... por pouco tempo.
Era umas onze da noite. Isabella mamava feliz e contente, quase adormecendo, quando do nada, deu um grito horroroso e chorou como eu nunca tinha ouvido antes. Parecia estar sentindo muita dor. Na hora tirei toda a roupinha dela atrás de algum bicho, alfinete, olhei dentro da boca, cada dedinho, e nada. E ela chorando desesperadamente, até que ouvi o "barulho da fralda enchendo", e logo em seguida ela foi se acalmando.  Cheguei a pensar que ela tivesse tido um pesadelo, e resolvi trocar a fralda antes de coloca-la para mamar de novo. Quando abri a fralda, Vi sangue. (Caso você queira ver a foto de como fica o cocô nesses casos, é só clicar aqui ) . 

Fiquei desesperada e comecei a procurar feito louca o porquê daquilo. E quanto mais eu lia menos entendia como ninguém havia nos alertado sobre.
Acontece que a vacina oferecida hoje é produzida com o vírus "moribundo", digamos assim, e não com o vírus morto ou sintético como é na maioria das vacinas. Sendo assim, ele pode provocar como reação adversa uma "mini virose", com diarreia e vômito, colite, sangramento intestinal e nos casos mais severos uma envaginação intestinal, que é o nome dado quando uma parte do intestino entra dentro da outra, obstruindo-o.  Mas outro problema pode vir de brinde: a intolerância à proteína do leite. Isso se dá porque a lactase, que é a enzima que digere o leite é produzida pelo nosso intestino, e essa produção pode decair ou ate mesmo parar devido há uma série de fatores, incluindo uma colite. E a vacina pode provocar a colite. Entenderam a ligação?

Passamos 40 dias vendo nossa filha sentindo muita dor todas as vezes que ia fazer cocô. Em algumas vezes a dor era tanta que ela perdia a cor e ficava largada em nossos braços. 40 dias vendo sangue na fralda e torcendo que fosse a ultima vez. 40 dias ouvindo dos pediatras que era uma reação normal, mas que podia piorar. Nesses 40 dias procuramos ajuda médica pelo menos umas 5 vezes, e em todas as vezes eu perguntei a respeito da possível alergia à proteína do leite. Mas eu só ouvia  "não, mãezinha, não tem relação com a vacina", "não, mãezinha, isso pode ate ser devido a alergia ao leite de vaca, mas foi apenas uma coincidência ter manifestado a primeira crise logo após a vacina". E foi só depois de 40 dias, que é o tempo estimado para que a reação perdure, que encontramos um médico que nos ouviu e me instruiu a tirar da minha alimentação tudo o que tivesse leite, já que a alimentação dela é exclusivamente leite materno. Além disso, começamos um tratamento com o probiótico Colikids. No dia seguinte a Isa já não sentia mais dores, e a alergia ao leite foi melhorando ate que sumiu de vez cerca de três meses após a vacina. Em casos como o dela a segunda dose da vacina é contraindicada, e isso deve ser atestado pelo pediatra e informado na caderneta de vacinação. (Caso você simplesmente opte por não dar qualquer vacina ao seu filho sem nenhuma justificativa profissional pode não conseguir vaga em qualquer instituição de ensino e ter problemas sempre que a caderneta em dia for solicitada, como no cadastro em programas sociais e até mesmo quando você precisar de registro em carteira de trabalho)

Quero deixar bem claro aqui que não sou pediatra, nem epidemiologista, nem alergista. Mas sou mãe. Mãe que foi atrás, leu, se informou e raciocinou, e, alem disso tudo, tem o sexto sentido de mãe. Me chateia muito quando a gente leva alguma dúvida pro consultório médico e é tratada com desdém por não ser "doutô". Minha filha não teria passado quase dois meses com tanta dor se eu tivesse sido levada a sério pelo primeiro pediatra que procurei. Aliás, não teria passado nem um dia de dor se a pediatra daquela consulta antes da vacina tivesse me informado desses possíveis efeitos, porque com certeza eu não teria dado essa vacina (Durante minhas leituras eu soube também que a gastroenterite causada pelo rotavírus é realmente perigosa em crianças subnutridas, o que graças a Deus não é o caso da Isa. Logo, o risco não valeu a pena).
Das crianças que sei que tomaram essa vacina apenas a Isabella teve essa reação tão severa. Não é regra. Mas pode acontecer.

Volto a enfatizar que não sou profissional da saúde e que por isso infelizmente não tenho como te dizer "não dê a vacina para seu bebê". Postei aqui o que entendi de tudo o que li a respeito, da forma que achei mais fácil pra gente que é leigo entender, e fiz questão de compartilhar para que você tenha a chance de fazer o que eu não pude: conversar com o pediatra antes, perguntar tudo, exigir explicações, nem que tenha que botar a peixeira na mesa. Afinal, a gente é amigo, né?

Essa foi a dica da tia.

Beijos, e juízo!

Leila



Comentários

  1. Olá Leila meu filho está tendo os mesmos sintomas ... a isa teve muita cólica ? Ficou irritada e chorona ? Meu bebe está assim e já faz 1 semana que ele tomou essa "maldita" vacina ��

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    Respostas
    1. Ola! Então, ficou sim, sentia muita dor e cada vez que ia fazer cocô era um grito de dor. Ficou assim por volta de tres meses, foi melhorando com minha dieta e o colikids. Observa bastante e qualquer piora corre pro médico, tá?
      Obrigada por passar por aqui. Um beijo!

      Excluir

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